A busca pelo conhecimento e
aperfeiçoamento é em nós, humanos, inerente. Não fazemos isso por uma questão
cultural, mas sim naturalmente. É como o instinto de sobrevivência dos outros animais
que matam para se alimentar. Nós, para sobrevivermos, temos que nos alimentar
de sabedoria. Sabedoria esta que nos permite, inclusive, termos consciência e
aptidão às mudanças. “Não é o mais forte
que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças". Esta
frase, apesar de erroneamente atribuída à Darwin e já usada de forma
preconceituosa por “darwinistas sociais”, pode trazer à luz uma interessante
discussão.
Desde que nossa espécie surgiu, observamos,
inovamos e transformamos nosso ambiente para vivermos mais e melhor. Não há
nenhuma novidade nesta afirmação, mas há um fato na sociedade atual
completamente novo. De acordo com um estudo realizado em uma universidade da
Califórnia, produzimos mais informações nos últimos quarenta anos que em toda a
história da humanidade. Essas informações que circulam o mundo instantaneamente
por diversos meios, alteraram nossa interação, nosso aprendizado, enfim, toda
nossa cultura. O desafio de se adaptar a tantas inovações em um espaço temporal
tão curto torna-se hercúleo.
Apesar de toda complexidade que
essa discussão carrega, transformações quando bem analisadas, inexoravelmente nos
trazem benefícios concretos. Se o que buscamos para nossa sobrevivência é o
conhecimento, agora nossas fontes de informações para transformá-las em conhecimento
se tornaram inesgotáveis e as formas como elas nos são apresentadas também são
inúmeras. A grande questão é: estamos preparados (ou adaptados) para pugnarmos tantas
inovações? E mais: nossas instituições de ensino, locais onde as transformações
devem ser analisadas e discutidas, estão preparadas (e adaptadas) para tais mudanças?
Na prática, percebemos que não, apesar de toda metamorfose cultural que
observamos.
Em várias escolas percebemos a
existência e inúmeras tecnologias usadas para o ensino, mas em geral atreladas
a práticas pedagógicas obsoletas. Para construirmos uma escola inovadora é
preciso mais que conhecimento e prática na aplicação de algumas mídias e
tecnologias que lidamos, mas sem dúvida é o primeiro passo para inovarmos. O
conhecimento prévio dos profissionais envolvidos no ensino somado às
transformações pedagógicas e à análise e discussão coletivas pode ser a chave
para uma escola de sucesso.
Todos estão ensinando e
aprendendo a todo o momento em uma perspectiva inovadora, mas o local institucionalizado
para tal fim ainda não se ajustou. Antes de apontarmos a culpa é preciso que se
faça uma autocrítica pessoal e profissional. Escolas são formadas por
indivíduos e são eles que podem transformar. Estamos preparados para isso? O
primeiro passo foi dado, mas outros tantos deverão ser dados para que nossas
escolas sobrevivam.
