domingo, 14 de setembro de 2014

Esta postagem foi criada como requisito avaliativo final do curso Integração Mídias na Educação da UFOP 2014-2015 - Polo de Lagamar/MG

A busca pelo conhecimento e aperfeiçoamento é em nós, humanos, inerente. Não fazemos isso por uma questão cultural, mas sim naturalmente. É como o instinto de sobrevivência dos outros animais que matam para se alimentar. Nós, para sobrevivermos, temos que nos alimentar de sabedoria. Sabedoria esta que nos permite, inclusive, termos consciência e aptidão às mudanças. “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças". Esta frase, apesar de erroneamente atribuída à Darwin e já usada de forma preconceituosa por “darwinistas sociais”, pode trazer à luz uma interessante discussão.
Desde que nossa espécie surgiu, observamos, inovamos e transformamos nosso ambiente para vivermos mais e melhor. Não há nenhuma novidade nesta afirmação, mas há um fato na sociedade atual completamente novo. De acordo com um estudo realizado em uma universidade da Califórnia, produzimos mais informações nos últimos quarenta anos que em toda a história da humanidade. Essas informações que circulam o mundo instantaneamente por diversos meios, alteraram nossa interação, nosso aprendizado, enfim, toda nossa cultura. O desafio de se adaptar a tantas inovações em um espaço temporal tão curto torna-se hercúleo.
Apesar de toda complexidade que essa discussão carrega, transformações quando bem analisadas, inexoravelmente nos trazem benefícios concretos. Se o que buscamos para nossa sobrevivência é o conhecimento, agora nossas fontes de informações para transformá-las em conhecimento se tornaram inesgotáveis e as formas como elas nos são apresentadas também são inúmeras. A grande questão é: estamos preparados (ou adaptados) para pugnarmos tantas inovações? E mais: nossas instituições de ensino, locais onde as transformações devem ser analisadas e discutidas, estão preparadas (e adaptadas) para tais mudanças? Na prática, percebemos que não, apesar de toda metamorfose cultural que observamos.  
Em várias escolas percebemos a existência e inúmeras tecnologias usadas para o ensino, mas em geral atreladas a práticas pedagógicas obsoletas. Para construirmos uma escola inovadora é preciso mais que conhecimento e prática na aplicação de algumas mídias e tecnologias que lidamos, mas sem dúvida é o primeiro passo para inovarmos. O conhecimento prévio dos profissionais envolvidos no ensino somado às transformações pedagógicas e à análise e discussão coletivas pode ser a chave para uma escola de sucesso.
Todos estão ensinando e aprendendo a todo o momento em uma perspectiva inovadora, mas o local institucionalizado para tal fim ainda não se ajustou. Antes de apontarmos a culpa é preciso que se faça uma autocrítica pessoal e profissional. Escolas são formadas por indivíduos e são eles que podem transformar. Estamos preparados para isso? O primeiro passo foi dado, mas outros tantos deverão ser dados para que nossas escolas sobrevivam. 

2 comentários:

Anônimo disse...

Boa, meu caro quase xará. Como sempre brilhante. Aquele abraço.

Ismael Marques Pereira

Pablo Marques disse...

Muito obrigado, Ismael. Valeu demais por conferir.